sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

"Meu genro é ateu, vou deserdar minha filha "

Estava eu, vagando por um site de perguntas e respostas, quando me deparei com uma pergunta vinda de um carioca de uns 40 anos : "O que você faria se sua filha entrasse em casa com um namorado ateu ?Eu devo deserdá-la ?".Nas respostas, os absurdos 'foramseacumulando' .Algumas pessoas diziam coisas do tipo : "Ah, se fosse comigo, eu sentaria com ela para rever seus conceitos ", ou "Eu acho que você deve fazer sua filha tentar converter o namorado ao cristianismo ".Havia também ateus na conversa, ironizando o preconceito explícito com deixas do tipo "Sou ateu.Se minha filha chegar em casa com um namorado religioso fanático, sentarei com ela para rever seus conceitos" .Não tenho nada contra ateus.Não tenho nada contra cristãos.Não tenho nada contra qualquer tipo de religião existente, embora eu ache a quarta maior religião da Grã-Bretanha(Jediismo) um pouco exagerada.Mas, convenhamos : não estamos mais na idade média.Se um pai diz pra uma filha "converta seu namorado ao cristianismo", o que tira o direito de que se o sujeito for budista, o pai dele dizer "converta sua namorada para o budismo" ?Francamente, eu acho que isso simplesmente vai contra os princípios humanos.Nosso nível de preconceito é inversamente proporcional ao de inteligência, e, os pais dessa garota não tem o direito de interferir em seu livre arbítrio.Tenho amigos ateus que são pessoas muito melhores do que alguns católicos que vejo por aí.Aliás, se não fosse por um determinado papa e um rei "Belo", a alguns séculos atrás, hoje provavelmente existiria apenas uma religião no mundo(leiam O Último Templário, e Max de Molay para ver do que estou falando).Mas isso não vem ao caso.Além do mais, quem aqui nunca leu Romeu e Julieta ?Se os dois jovens querem ficar juntos, a implicância dos pais apenas aumentará essa vontade.Não vejo razão para causar afrontas desnecessárias em um relacionamento por um motivo tão cínico.
Afinal de contas, o necessário para a união de duas pessoas, não deveria ser a cor da pele, ou a descendência, ou a religião.Deveria ser o amor.

6 comentários:

Anônimo disse...
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Anônimo disse...
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Anônimo disse...

É dificil pra mim comentar esse artigo ,vc sabe o q e como penso a respeito,é

logico que não devemos discriminar ninguem por ser ateu ou não ,por ser

Budista ou sei lá qualquer outra opção sei que vc convive com pessoas adeptas

ao Budismo assim como vc, gosto muito deles e só nos acresentam coisas boas,fé

é fundamental e o amor de DEUS e PRESENÇA dele em nossas vidas é tão constante

e REAL que eu não sei viver sem e tentaria sim não convence-lo mas fazer

conhecer esse AMOR que realmente é o UNICO E VERDADEIRO maior do que tudo pois

ELE DOOU o PROPRIO FILHO por AMOR a NÓS ele é o PAI.Como não areditar em

tamanha GRANDEZA,por que não fazer o descrete crer?As pessoas mudam.
Por que não tentar? Pensar em deserdar ,fala sério isso parece bricadeira

quando na real o que esta em questão é bem mais que materia,é ALMA,ESPIRITO

CORAÇÃO AMOR DIVINO.
Espero que alguém seja mais direto e explicito que eu no próximo comentário.
DEUS esateja sempre com vc ILUMINANDO seus caminhos abrindo sua mente e seu

coração.
beijo

Vera disse...

Ops ! Errei ao postar,o comentarioacima é meu.
vera

Ronaldo disse...

Oi André!
Assunto meio delicado este!!!
Pois é presiso se fiar numa realidade cuja existência depende de conceitos individuais e que é sujeita à fé.
E, afinal, o que é ser Ateu??? Seria acreditar de que a morte é mesmo o fim, que essa faisca que anima a matéria e nos faz amar e chorar se esvai por completo num piscar de olhos. Ou talvez dizer que a morte assusta, foge ao nosso controle, rouba aqueles que amamos, e aceitar esse fato é tão difícil que nós (que temos fé) fazemos de tudo para driblá-la, criando mecanismos que vão além do que podemos provar, como a existência de um mundo sobrenatural, ou do proprio DEUS.
Mas, acho que esse nosso protagonista não deveria se preocupar, se seu gento é ou não ateu, não pelo fato da discriminação, mas sim pela convicção de que ninguém é totalmente descrente, pois seria negar o que a natureza nos mostra todos os dias, e consequentemente viver menos.
Pois, saber morrer é saber viver, é saber aceitar o quanto são preciosos esses breves momentos encarnados. É na brevidade da vida que reside o seu segredo: Saber viver é saber morrer com fé. E isso certamente a propria vida se encarregara de demonstrar a esse nosso irmão.
Mas mesmo os que se dizem "de fé", só lembram de Deus em certas ocasiões. Por isso tenho a seguinte frase atrás de minha mesa no trabalho:

"QUANDO ALGUÉM ESTÁ EM PERIGO, PENSA EM DEUS E CLAMA PELA POLÍCIA. PASSADO O PERIGO, SE ESQUECE DE DEUS E EXECRA A POLÍCIA."

Fica com DEUS!
Abraços
Ro.

Vera disse...

EIIIII !!CADE VC?CADE AS ATUALIZAÇÕES??