segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Condenação a morte: punição feita pela justiça com suas próprias mãos ou um ato selvagem tão errado como o crime ?

A condenação á morte é até hoje um assunto de muita polêmica.Devemos ser muito cautelosos ao tratar de temas que envolvem castigos por crimes, para não sermos mal interpretados.Afinal de contas, é justo os humanos julgarem a punição por atos criminais ou esse poder cabe á forças sobre-humanas?Realmente tudo pode ser perdoado?O que leva um homem a fria e intensionalmente matar um outro homem, uma pessoa, um ser vivo?
Muitos criminosos só adentram este universo, este tipo de vida, por traumas de crianças, ou pela fuga de casa; sempre um motivo muito forte, que envolve na maioria das vezes, famílias desajustadas ou exclusão social.Mas então, se o bandido mata o médico que aparentemente se recusa a entregar o celular, a culpa é do tio do amigo desse bandido, que um dia no churrasco de fim de ano espancou seu cachorro?Não.Um homem e seus atos, e não as condições de vida, determinam seu caráter e seu rumo para o futuro.O mundo está apodrecendo, e só está assim pois estamos tolerando cada unidade que se acrescenta aos dados de homicídios ao nosso redor.Nada está certo.A polícia não deveria temer o bandido, pelo contrário, o bandido deveria temer a polícia.Pena que não há um método eficaz de distingui-los.
Pessoalmente falando, eu sou sim, a favor da pena de morte, desde que se tenha certeza de que o acusado é o homem que realmente cometeu o homicídio.Quem garante que um mundo em um universo paralelo as pessoas serão severamente punidas por seus atos de maldade?Tenho absoluta certeza de que muitas pessoas também pensam assim, mesmo alegando o contrário; porém, por motivos de ética não se deve levantar uma questão desta magnitude, por exemplo, em um ambiente de sala de aula.Evidentemente cada pessoas negaria que é a favor da pena de morte, mas na internet, há o anonimato, crucial ferramenta para aqueles que desejam se expressar.
O que me leva a pensar dessa aneira é imaginar o tamanho da tristeza, da agonia e da dor que os entes queridos da vítima sentiriam, pois matar um homem é fácil, matar quem ele ama é matá-lo mil vezes.Deve haver sim uma punição prudente em relação ao criminoso, pois quando o assassino aponta a arma mirando a vítima, ele não pensa que o homem que está prestes a morrer tem um filho que está esperando anciosamente em casa; o assassino, na hora do crime, não pensa que a vítima planeja viajar com a família nas férias de verão; o assassino não pensa na brutalidade que está cometendo em um momento de desespero.
Por outro lado, há todo aquele tema de ressentimento ao matar mesmo um assassino, pois antes de assassino, ele também é humano.Quem o executasse não se tornaria um deles ao fazê-lo?Não.Procue em algum site vídeos de câmeras flagrando homicídios dolosos, e depois reflita se o criminoso realmente merece ter direito a viver.
Um dos exemplos de maior repercussão sobre esse assunto, é o anime/mangá Death Note.É a história de um jovem inteligente que acidentalmente encontra um caderno em que a pessoa que tem seu nome escrito nele morre.Tentado pelo poder que agora ele possui, o jovem começa a executar assassinos de todo o mundo,em prol de fazer deste um mundo melhor, um mundo de esplendor.Mas tudo isso leva ao desenrolar de uma investigação profunda que envolve a maior mente da polícia, um homem capaz de resolver todos os casos, que declara que quem está fazendo isso com os criminosos é tão maligno como eles.Revoltados, o jovem e o investigador começam um duelo intelectual incrível, que vai ficando mais arriscado a cada episódio.
Histórias como essas levam as pessoas a cada vez pensarem mais sobre o assunto, aumentando a polêmica e deixando de censurar os debates.E é nisso que devemos nos concentrar, em transparecer as opiniões do público, pois se agirmos como robôs e apenas concordarmos com as objeções alheias, novamente seremos parte da multidão.

5 comentários:

André Schefer Moleiro disse...

Olá André.

Gostei muito de ler teus textos.
Escreves com muita profunidade a respeito dos assuntos, fruto de reflexão e de um pensar critico.
Parabéns!

André Schefer Moleiro disse...

O recado acima é da tia Neiava.
Bjs

Luísa disse...

acredito que, para uma república por em prática tal julgamento penoso, é inevitável não só um desenvolvimento como também uma melhoria em seu governo. só uma contra-partida: se nem os jornalistas conseguem ser neutros, se mesmo eles acabam defendendo algum lado de uma história, quem seria o homem a ser certo da pena de morte? não é uma brincadeira, vida é extremamente importante. ponha-se no lugar da pessoa, imagine você sendo punido errôneamente. uma vida se vai por causa de um erro, uma defesa mal feita, um corrupto. os verdadeiros ladrões, que tão aí no governo, haha, estes sim não morrerão. quem morrerá será uma vasta camada de brasileiros, por roubar um pão pra alimentar o filho.

Luísa disse...

hãaa, sou foda ? kkkkkk

Anônimo disse...

necessario verificar:)